Westworld foi encomendada pela HBO há cerca de dois anos, e depois de contratempos, conflitos de agenda, uma interrupção e algumas reestruturações, o faroeste futurista enfim tem estreia planejada para 2016, possivelmente em outubro. A série ganhou recentemente um novo trailer que deixou os fãs ainda mais esperançosos para a série que está sendo esperada como o próximo hit da HBO – afinal de contas, Game of Thrones está chegando ao seu inevitável fim. A série é um remake do longa-metragem homônimo de 1973 (Westworld – Onde Ninguém tem Alma), e em entrevista para a Entertainment Weekly, os produtores Jonathan Nolan (irmão do Christopher) e Lisa Joy falaram sobre suas inspirações para a série e destacaram por que ela se difere do filme. “A razão por que nós queríamos fazer a série, e sobre o que as conversas iniciais [com J.J. Abrams, produtor executivo] se centraram foi que a série deveria inverter o filme original, com os ‘anfitriões’ como protagonistas”, esclarece Nolan.

“Quando se trata da questão da consciência, nós sempre começamos com nós mesmos como se fôssemos a resposta. (…) É entendível – somos a única consciência com a qual estamos familiarizados. Mas nós queríamos desafiar essa presunção. Os ‘anfitriões’ estão descobrindo que eles foram criados à nossa imagem, mas começam a questionar se a ‘humanidade’ é realmente o que eles querem. E dadas as circunstâncias, é fácil entender por que eles começam a questionar se querem ou não serem como nós.”

A história é centrada em um parque de diversões futurístico para adultos, habitado por IAs que começam a ter consciência da própria existência e a apresentar problemas. A história é descrita como “uma interseção entre o futuro próximo e o passado reimaginado”, em uma odisséia obscura sobre o nascimento da consciência artificial.

“A série é complicada e ambiciosa”, explica Lisa Joy. “Para a primeira metade, nós estávamos escrevendo enquanto gravávamos, e precisávamos de tempo para atualizar os roteiros. Tirar esse tempo permitiu que alinhássemos as histórias que planejamos – aprofundando os arcos dos personagens e as grandes questões mitológicas da série. Ao terminar todos os episódios antes de voltar a gravar, nós pudemos nos concentrar na produção na segunda metade da série – com a certeza de que esses últimos episódios foram tão ambiciosos na tela quanto foram nas páginas.”

A diferença é que, ao contrário do filme, na série os personagens principais não são os seres-humanos, visitantes do parque ou o criador Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), mas sim os robôs.

“Nós queríamos ir de uma vez (…) para o próximo capítulo da história da humanidade, em que nós deixamos de ser os protagonistas e as nossas criações começam a tomar este lugar”, justifica Nolan. “Nós estávamos fascinados pelas placas tectônicas que pareciam estar se ajustando – o argumento da criação da IA e que forma ela tomaria; realidades virtuais finalmente vindo online e as nossas consciências se expandindo nos permitem nos perder em um banho ácido de experiência que será indistinguível da realidade (e somente porque a realidade vai ser o nível mais tedioso); e, apesar de tudo, nós permanecemos – como espécies – frustrados, quebrados, aparentemente beirando o desastre. Então, é – é sobre isso que queremos que a série seja.